Confesso que fui surpreendido quando comecei a ler O Filho Eterno, do autor Cristóvão Tezza, livro que consta nas leituras obrigatórias para o vestibular 2011 da UFRGS.
Pois então, a história gira em torno de um pai que passa por todo aquele processo de ansiedade, angústia, pesagem de responsabilidades, planejamento para o futuro enquanto se encontra na sala de espera de um hospital no qual sua esposa há pouco foi admitida e está em trabalho de parto. A narrativa se dá evocando de maneira bem montada a correria psicológica do personadgem principal. Assim que os médicos aparecem, é dada ao pai a notícia que vai mudar sua vida, pra pior, a princípio. De acordo com os médicos a criança apresentou alguns sinais físicos de que é portadora da trissomia do cromossomo
No decorrer da situação, tratamentos e programas de estímulo são oferecidos como alternativas e por aí segue a trama de um casal de pais com um filho portador da trissomia 21 na década de 80, onde os recursos e estudos nessa área da medicina eram escassos e a vergonha que um filho nessas condições trazia era motivo de atitudes drásticas em alguns casos.
O enredo aborda também a história de vida do pai, cujo nome não é citado em momento algum no livro, de Felipe. Suas aventuras na Alemanha quando mais jovem, sua iniciação no amor, e por aí em diante, sempre relacionando às condições
Uma história emocionante está a espera de quem ler o livro e estiver disposto a se livrar de julgamentos desde o início. Leitura altamente recomendada.
Frase do livro:
"O inesgotável poder da mentira se sustenta sobre o invencível desejo de aceitá-la como verdade." Cristóvão Tezza