O
começo de tudo. É assim que X-Men First Class se lança sobre todos os outros
filmes que completam a franquia baseada em HQs tão famosa e repercutida no
mundo dos quadrinhos. Pra quem já era fã dos filmes em que todo o grupo já
estava montado e o enredo tratava de algum conflito específico com (quase) toda
certeza vai gostar ainda mais dessa última obra.
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| Jovens Magneto e Xavier lutando lado a lado |
Ver os tão queridos –e poderosos personagens
de uma maneira mais humana e menos fantástica faz o diferencial em relação às
abordagens das histórias os envolvendo anteriormente. A não ser por alguns
detalhes da caracterização dos vilões, o tratamento estético e artístico dos
X-Men não prima pelo diferenciado, mas sim por características que os inserem
mais ainda no contexto da época, tudo isso aliado ao cenário. Conflitos psicológicos,
aceitação, raiva, angústia e vingança são mostrados com intensidade, trazendo à
tona a personalidade de cada um e sobrepondo-a ao caráter mutante, ainda que
intrínseco a ele.
Um ritmo
extremamente bem balanceado faz o filme não ser cansativo; viradas nas horas
certas e conduzidas com clareza (quase que totalmente, porque alguns diálogos
militares deixam o espectador confuso por não se situar direito no contexto
histórico) e visibilidade. Sem efeitos exagerados e com destruição na medida
certa, a aventura se destaca em relação à ação, ficando bem mais fácil se
envolver com a história e sentir o complemento disso visual e sonoramente.
É história de
heróis e batalhas, então não vale à pena assistir com expectativas de realidade
e grande dramaticidade. É válido pela diversão aos olhos e pra lembrar que
fantasia ainda vale muito na indústria filmográfica, seja pelo lucro ou pela
satisfação que os fãs têm em ver na tela o que por tanto tempo esteve só na
imaginação.
R.
Lorenzi

