quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mutantes, e com orgulho!


            O começo de tudo. É assim que X-Men First Class se lança sobre todos os outros filmes que completam a franquia baseada em HQs tão famosa e repercutida no mundo dos quadrinhos. Pra quem já era fã dos filmes em que todo o grupo já estava montado e o enredo tratava de algum conflito específico com (quase) toda certeza vai gostar ainda mais dessa última obra.
Jovens Magneto e Xavier lutando lado a lado
 Ver os tão queridos –e poderosos personagens de uma maneira mais humana e menos fantástica faz o diferencial em relação às abordagens das histórias os envolvendo anteriormente. A não ser por alguns detalhes da caracterização dos vilões, o tratamento estético e artístico dos X-Men não prima pelo diferenciado, mas sim por características que os inserem mais ainda no contexto da época, tudo isso aliado ao cenário. Conflitos psicológicos, aceitação, raiva, angústia e vingança são mostrados com intensidade, trazendo à tona a personalidade de cada um e sobrepondo-a ao caráter mutante, ainda que intrínseco a ele. 
Um ritmo extremamente bem balanceado faz o filme não ser cansativo; viradas nas horas certas e conduzidas com clareza (quase que totalmente, porque alguns diálogos militares deixam o espectador confuso por não se situar direito no contexto histórico) e visibilidade. Sem efeitos exagerados e com destruição na medida certa, a aventura se destaca em relação à ação, ficando bem mais fácil se envolver com a história e sentir o complemento disso visual e sonoramente.
É história de heróis e batalhas, então não vale à pena assistir com expectativas de realidade e grande dramaticidade. É válido pela diversão aos olhos e pra lembrar que fantasia ainda vale muito na indústria filmográfica, seja pelo lucro ou pela satisfação que os fãs têm em ver na tela o que por tanto tempo esteve só na imaginação.

R. Lorenzi

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